Futebol

04 outubro 2022, 15h34

Roger Schmidt

ANTEVISÃO

Roger Schmidt fez nesta terça-feira, 4 de outubro, a antevisão do Benfica-PSG, jogo da 3.ª jornada do grupo H da Liga dos Campeões agendado para as 20h00 de quarta-feira no Estádio da Luz. Em declarações à BTV e em conferência de Imprensa, o treinador referiu que espera um encontro difícil com o adversário francês, mas acredita que um Benfica concentrado e no seu máximo em todos os aspetos pode ganhar a partida.

O PSG é um dos grandes candidatos à vitória nesta edição da Liga dos Campeões, mas neste momento, e com dois jogos disputados, partilha a liderança do grupo H com o Glorioso. Roger Schmidt explicou que, perante uma equipa com "jogadores de classe mundial", os encarnados têm de ligar-se aos adeptos na melhor atmosfera no Estádio e "jogar à Benfica" para conseguir vencer.

Roger Schmidt

O perfil do PSG muda alguma coisa na preparação do Benfica para este jogo?

São necessários ajustes para cada adversário, temos de encontrar um equilíbrio. Temos de respeitar sempre a qualidade e os pontos fortes da equipa que defrontamos. Neste caso, é claro que existe muita qualidade individual na equipa, não só no ataque, mas também na defesa. Têm jogadores de classe mundial em cada posição do campo, temos de respeitar isso. Contudo, a minha convicção diz-me que para jogar um bom jogo temos de acreditar em nós. A minha filosofia não passa só por ajustar-nos ao adversário. Amanhã [quarta-feira], para fazermos um bom jogo, temos de ter confiança no nosso trabalho. Temos de fazer ajustes, mas também temos de jogar à Benfica.

Como acha que esta "batalha" vai decorrer, especialmente no meio-campo?

Vai ser um jogo muito interessante, com muita intensidade em todo o campo. Vai ter fases diferentes, com ritmos alternados, dependendo também de quem marca primeiro, o que também pode ser decisivo para o decorrer da partida. No meio-campo temos de controlar o jogo com boa posse de bola, precisamos de mostrar a qualidade que temos em posse. Vai ser um jogo difícil, estamos preparados para isso e estamos ansiosos, porque são estas as partidas que queremos jogar quando jogamos na Liga dos Campeões. Com duas vitórias nos dois primeiros jogos ganhámos confiança e sabemos que podemos chegar à fase a eliminar. Jogar em casa, na fase de grupos, é sempre uma boa oportunidade para trabalhar a nossa situação no grupo. Queremos mostrar aos nossos adeptos no Estádio que acreditamos em nós, desde o primeiro segundo. Queremos fazer os adeptos felizes e ganhar o encontro.

Roger Schmidt

"Vamos defrontar uma das melhores equipas do mundo, e num único jogo tudo pode acontecer"

Roger Schmidt

Os jogos do PSG na liga francesa mostraram-lhe algum caminho para "ferir" o adversário na defesa?

Analisámos todos os jogos, não só os da liga francesa. Olhámos também para as partidas com a Juventus e com o Maccabi, onde estiveram bem e ganharam, mas também tiveram alguns problemas. Temos algumas ideias, temos de as colocar em prática.

A exibição da equipa no último desafio em Guimarães fê-lo repensar a estratégia para este jogo com o PSG?

É outro jogo, diferente, não dá para comparar. Não estivemos no nosso melhor frente ao Vitória, sobretudo no que diz respeito à criatividade e à criação de oportunidades claras de golo. Por outro lado, também defendemos muito bem, eles não tiveram nenhuma chance para marcar, isso é algo positivo que podemos retirar desse encontro. Amanhã [quarta-feira] é um jogo diferente. O PSG é uma equipa atacante, vai tentar jogar à frente, vai haver mais espaços, o jogo terá mais intensidade, um ritmo elevado... Não dá para comparar o jogo do último sábado com o de amanhã [quarta-feira].

Roger Schmidt

"Queremos mostrar aos nossos adeptos no Estádio que acreditamos em nós, desde o primeiro segundo. Queremos fazê-los felizes e ganhar o encontro"

Diante de um adversário que tem uma frente de ataque com Mbappé, Neymar e Messi, um treinador é tentado a reforçar o setor mais defensivo, ou o Benfica terá a mesma imagem que teve nos outros 14 jogos oficiais?

Temos sempre de ajustar, especialmente quando defrontamos uma equipa com tamanha qualidade na frente de ataque. Também são ótimos a jogar entre si. A chave não é ter mais jogadores na linha defensiva, mas sim jogar bem taticamente, com sabedoria, fazer um jogo de grande qualidade. É preciso ler bem os momentos de um para um em espaços amplos. Defendê-los nessas situações é muito difícil; por isso temos de ser muito bons no balanceamento tático. Precisamos de jogar apoiado, com muitos jogadores perto da bola. Na minha opinião é essa a chave. Temos de nos ajustar, mas também temos de acreditar no nosso trabalho. Esta época já mostrámos que jogamos bom futebol de ataque, sendo, simultaneamente, muito fiáveis na defesa. Não sofremos muitos golos, nem permitimos muitas oportunidades aos adversários. Amanhã [quarta-feira] provavelmente diferirá, eles vão criar mais oportunidades. Precisamos que o nosso guarda-redes esteja bem, temos de ganhar duelos difíceis, mas podemos contar com a nossa qualidade tática.

A parte psicológica é muito importante nestes jogos. A motivação dos jogadores, com o apoio do público, pode fazer a diferença frente a uma equipa com grandes nomes do futebol mundial?

Sim, a parte mental é sempre muito importante, mas penso que não é preciso motivar os jogadores para este jogo, eles motivam-se. Porém, a motivação, só por si, não chega. Poderá haver espaço para uma motivação adicional e temos de aproveitar esse extra para estarmos no máximo em termos táticos para influenciar positivamente o jogo. Temos de utilizar este bocadinho a mais para jogar sempre no máximo a nível tático. A motivação, sozinha, não chega, vamos precisar de tudo. Com os nossos adeptos no Estádio, vamos sentir-nos ligados a eles e os jogadores vão sentir a ambição de fazer um grande jogo e lutar pelos três pontos. Vamos defrontar uma das maiores equipas do futebol mundial, e num único jogo tudo pode acontecer. Faz parte, por isso é que o futebol é tão interessante e amanhã [quarta-feira] vamos tentar demonstrar isso.

Roger Schmidt

O que o Benfica fizer contra o PSG neste jogo poderá determinar o que será a Liga dos Campeões para o Clube?

O jogo não é decisivo. Não podemos qualificar-nos para os oitavos de final amanhã [quarta-feira], mas após duas vitórias só faltam quatro jogos, por isso estamos numa boa situação. Mesmo assim o apuramento para a fase a eliminar é difícil, porque os nossos rivais têm muita qualidade. O nosso foco está em aproveitar cada jogo para mostrarmos que queremos continuar nesta competição após o Natal. É esse o nosso grande objetivo. É difícil, mas também os desafios a seguir serão. Vai ser uma luta até ao fim e cada partida é uma oportunidade para ganhar vantagem. É esse o objetivo para este jogo.

Enzo chegou da liga argentina no verão e entrou rapidamente na equipa. O que é que ele dá ao coletivo?

Na pré-época, quando chegou, fez um treino com a equipa e jogou logo o primeiro amigável. Integrou-se sem quaisquer problemas. É um jogador muito completo, bom com bola, tem bom posicionamento, é muito criativo, consegue marcar e pautar os ritmos do jogo. Sem bola, sabe ler o jogo e recuperar bolas. É um jogador muito jovem, mas muito completo. A continuar assim, terá um futuro extraordinário no Benfica.

Texto: Redação
Fotos: Cátia Luís / SL Benfica
Última atualização: 4 de outubro de 2022

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