Making Of
Roteiro
Área 1. Ontem e Hoje
Aqui, é feito o contraponto entre os primeiros tempos e a
atualidade do
Clube. De um lado, os testemunhos das primeiras vivências.
Do outro, a atual dimensão da instituição
Sport Lisboa e Benfica, na sua vertente desportiva, social e
patrimonial.
De todas as modalidades e de todos os escalões: os troféus da
última temporada estão aqui. É o
Benfica de hoje! Um Benfica de outros títulos também. Como o do
clube com mais sócios no mundo! Esse e
outros pergaminhos ganham forma
na comunicação dos traços mais fortes da sua identidade. Em
contraponto, o Benfica de ontem. Documentos
únicos testemunham as dificuldades do início. Desfilam memórias
pioneiras. Entre elas, o troféu
oferecido por Bernardino Costa – ex-líbris
da coleção, que documenta, desde 1911, a popularidade do Clube.
Essa remota capacidade de cativar
expressa-se hoje no compromisso social, sob a chancela da
Fundação Benfica.
Área 2. Joias do Ecletismo – Troféus internacionais e heróis das modalidades
Neste espaço, estão expostos os símbolos das conquistas
internacionais das
modalidades, lado a lado com alguns dos principais atletas
que, através dos seus feitos desportivos,
enriqueceram a história do Clube e do desporto nacional em
diferentes modalidades.
Depois da conquista pioneira – a Taça Ibérica de râguebi, 1971 –
novos troféus se acrescentaram
com a chancela internacional. Para além dos domínios da bola
oval, também no atletismo, no hóquei em
patins, no basquetebol, no futsal e no paintball o Clube fez
fama ao mais alto nível. E se pode ser
visto este mundo de conquistas como pináculo de glória, não são
menos de ser vistos os protagonistas. Ao
longo do tempo, graças à prática de várias dezenas de
modalidades, representaram
o Benfica alguns dos melhores desportistas mundiais. Verdadeiras
joias do ecletismo, acham-se neste
lugar os seus nomes e as suas memórias.
Área 3. Orgulho Eclético – Títulos oficiais das modalidades
Num expositor que atravessa os três pisos do museu, o
visitante pode
contemplar mais de seiscentos troféus, símbolos das
principais conquistas nacionais das outras
modalidades praticadas no Clube, para além do futebol.
Depois do futebol, que começou a jogar desde o primeiro dia, a
28 de fevereiro de 1904, o Clube
foi abraçando gradualmente a prática de outros desportos. Em
muitos deles, assumiu uma preponderância a
que não ficou alheia a história
desportiva do país e, por vezes, a do desporto internacional.
Dos êxitos sucessivos em todas as
modalidades, foi-se formando um edifício que não parou jamais de
crescer, um edifício de que muito se
orgulham os benfiquistas e o desporto
português. Do ciclismo ao futsal, da mais antiga à mais recente
modalidade se constituiu uma verdadeira
"arca dos sonhos"! Para ver, sentir e contemplar!
Área 4. Momentos Únicos – Feitos do ecletismo
Através de uma mesa interativa, o visitante poderá descobrir
alguns dos
maiores momentos do ecletismo benfiquista. Com vídeos
datados entre 1912 e 2013, são
disponibilizados 96 conteúdos representando 24
modalidades.
Uma homenagem que traz à memória momentos únicos e mágicos que
fizeram mágicos e únicos os seus
protagonistas: aquele cesto no último segundo que deu mais um
título ao basquetebol; o ensaio que fazia
falta para laurear o râguebi;
a carambola mais incrível do ás do bilhar; aquele slalom
endiabrado de um certo hoquista e o seu golo
fenomenal; o triunfo na Volta à moda do Zé Maria; o feito
olímpico do Leitão... Vindas do fundo do baú,
eis as proezas mais incríveis
de imaginar! Uma centena de memórias ímpares! Um hino ao
desporto e ao ecletismo benfiquista!
Área 5. A "Taça" – O Campeonato de Portugal / Taça de Portugal
Num espaço dedicado às vitórias do Clube na Taça de Portugal,
encontram-se
expostos os 29 troféus conquistados naquela que é
considerada a prova rainha do futebol português: 3
Campeonatos de Portugal e 26 Taças de Portugal.
Com a introdução no país, em 1934/35, do primeiro torneio
disputado em poule (Campeonato da I
Liga), o velho Campeonato de Portugal ficou com os dias
contados. Iniciado em 1921/22 e seguindo o
modelo de eliminatórias, viria a transformar-se,
em 1938/39, na Taça de Portugal. O mesmo conceito, uma outra
designação. A prova vingou e conquistou no
panorama competitivo nacional um lugar ímpar, granjeando desde
longa data o nome de "festa do futebol",
onde o Benfica é rei! Uma oportunidade
para ver de perto todos os troféus e conhecer as histórias que
deram ao "Glorioso" esse magno estatuto.
Área 6. Campeões Sempre – O Campeonato Nacional
Área dedicada às vitórias do Clube no Campeonato Nacional.
Aqui, encontram-se
expostos os troféus conquistados naquela que é a prova mais
importante do calendário do futebol
português.
Depois de alcançar, em 1935/36, o seu primeiro título no
Campeonato, o Benfica percorreu na
prova máxima um itinerário brilhante, sendo atualmente, e desde
longa data, o clube com mais troféus
conquistados. Todos iguais, todos
diferentes: o do título inaugural, o da primeira "dobradinha", o
do ano "latino", o do "europeu", o do
acerto de contas com o Sporting, o do mais de cem golos, o do
sem derrotas, o do título derradeiro no
velho Estádio da Luz… e muitos,
muitos outros. Todos únicos e memoráveis, todos parte de um
desfile singular que faz sorrir, que faz
chorar, que faz dizer: "Campeões sempre!"
Área 7. Formar a Ganhar – O futebol de formação
Neste expositor, podem observar-se os troféus conquistados
pelos escalões de
formação do Sport Lisboa e Benfica (juniores, juvenis,
iniciados e infantis) em provas oficiais
nacionais.
Artur Santos, Humberto Coelho, Nené, Shéu e Rui Costa são
algumas das "papoilas" que aqui
brotaram! Desde o primeiro título no Campeonato Nacional de
Juniores, em 1943/44, o Benfica escreveu uma
história espantosa nas categorias
jovens: uma tradição longínqua de "formar a ganhar" que teve
como resultado, ao longo do tempo, a
conquista de inúmeros títulos em todos os escalões. Por esse
lema se rege o futuro de um Clube cuja
ambição natural é nunca parar de crescer.
Formar a Ganhar: para sentir e conhecer ao detalhe os grandes
feitos do Benfica júnior.
Área 8. Outras Conquistas – Torneios e outros eventos
Nesta vitrina, apresenta-se um grupo de nove objetos, bastante
heterogéneo,
que representa o vasto conjunto de troféus que o Clube
conquistou em torneios ou outros eventos
particulares.
À margem das competições mais conhecidas do futebol português,
há um extenso registo de
encontros raros e amigáveis que fizeram história e de troféus
majestosos que nunca mais se repetiram:
eis o pretexto para conhecer memórias
únicas e contactar com a diversidade da coleção. Das cerimónias
festivas à celebração do dérbi; da
inauguração de estádios de adversários ao título de clube com
melhor goal average; dos tributos à
imprensa aos torneios de preparação:
nove "pérolas" documentam Outras Conquistas. Maiores! Gloriosas!
Irrepetíveis!
Área 9. Honrar a Cidade – O Campeonato de Lisboa e a Taça de Honra de Lisboa
Nesta área temática, estão expostos os troféus que o Clube
conquistou, ao
longo da sua história, nas principais provas oficiais
regionais: Campeonato de Lisboa e Taça de
Honra.
O Campeonato de Lisboa começou por ser, em 1906/07, a primeira
prova oficial do país, nela
tomando parte as melhores equipas de então. A do Benfica,
constituída apenas por jogadores portugueses,
depressa se transformou em símbolo
da cidade e da nação, ao fazer frente às que incluíam jogadores
ingleses, como era caso exemplar a do
Carcavellos. Assim se fez o "Glorioso". Em 1914, a Associação de
Futebol de Lisboa acrescentou no seu
calendário a Taça de Honra, de
cariz diferente. Hoje extintas, uma e outra competições guardam
memórias inolvidáveis do "emblema
capital".
Área 10. Tuibuto ao "Mestre" – A Supertaça "Cândido de Oliveira"
Neste expositor, encontram-se expostos os troféus que
simbolizam as
vitórias do Clube na Supertaça Cândido de Oliveira.
Disputada entre os clubes vencedores do Campeonato Nacional e da
Taça de Portugal, a Supertaça é
uma competição que se realiza anualmente desde 1979. Tendo sido
oficiosas as duas primeiras edições,
passou a integrar, a partir de
1981, o quadro de provas oficiais da Federação Portuguesa de
Futebol. Adquiriu, então, o nome "Cândido de Oliveira", em
homenagem a essa grande figura do futebol português (jogador do
Benfica de 1914/15 a
1919/20) e do jornalismo desportivo
nacional, há muito celebrizado como "Mestre".
Área 11. Semear Tradição – A Taça da Liga
Aqui, estão expostos os troféus que o Clube conquistou naquela
que é a mais
recente prova do calendário do futebol português: a Taça da
Liga.
Instituída em 2007/08 pela Liga Portuguesa de Futebol
Profissional, a Taça da Liga é uma
competição que, gradualmente, tem vindo a ganhar preponderância
e a cativar a atenção do público. O
regulamento da prova tem, desde cedo,
sofrido melhorias e o próprio troféu registou alterações
materiais que o tornaram mais icónico e
apetecível. Tal como sucedeu no Campeonato de Lisboa, na Taça de
Portugal e no Campeonato Nacional em
períodos específicos, a prestação teimosamente
ganhadora do Benfica planta a semente da tradição, celebra o
presente e aponta ao futuro.
Área 12. Honrar o País – Conquistas internacionais
Neste espaço, apresenta-se um grupo de objetos, bastante
heterogéneo, que
constitui parte do conjunto de troféus internacionais que o
Clube conquistou, tanto a título oficial
como particular. Destaque para as duas Taças dos Clubes
Campeões Europeus e para a Taça Latina.
Ao vencer, em 1950, a Taça Latina – primeiro grande troféu
internacional do futebol português –,
o Benfica encetou um trilho que, na década seguinte, viria a
culminar no ponto mais alto da cordilheira.
A conquista dos títulos europeus
em 1961 e 1962 projetou além-fronteiras o nome do Clube e o do
país. Mas a glória internacional de uma
instituição centenária não se fica por aqui. É bandeira maior,
uma bandeira que começou por se agitar em
1913, com a conquista do primeiro
troféu que teve o concurso de um clube estrangeiro.
Desenrolou-se, desde então, uma narrativa lavrada a
ouro. Honrar o País é reviver os seus melhores capítulos.
Área 13. Viagem ao Coração Benfiquista
Área dedicada a todos os adeptos do Clube. Aqui, recorrendo a
uma plataforma
elevatória e a uma instalação de videowall, o visitante
poderá disfrutar de uma experiência
audiovisual que transmite a emoção de ser benfiquista.
Não importam a origem, a condição ou a idade. São os adeptos a
razão de ser do Benfica, o seu
motor! Partir à descoberta dessa máquina de sentimentos única é
o grande desafio. Uma experiência para
os sentidos que se inicia sob
um cenário surpreendente. Enviadas de todos os pontos do mundo e
a todo o momento, alternam imagens de
rostos célebres e anónimos, rostos de toda uma família que segue
o lema "E Pluribus Unum". E vem a
viagem. Da pupila ao coração! E a
chegada ao coração é como a chegada à lua. Há uma visão inédita.
A partir deste dia, a emoção de um golo
nunca mais será a mesma!
Área 14. Lisboa e Benfica
Espaço realizado em parceria com o Gabinete de Estudos
Olisiponenses, onde se
estabelece um paralelo entre acontecimentos da história do
Clube e da cidade de Lisboa. A descobrir,
um objeto representativo de cada uma das décadas.
A capital, que viu nascer o Benfica sem que o clube tomasse já
esse nome, deu ao Sport o seu
primeiro apelido. Era o nome da mãe cidade a falar mais alto.
Gerado em Belém, Sport Lisboa foi na
génese o nome pioneiro, que andou na
boca dos "alfacinhas" até que a falta de campo próprio para
jogar pedisse outro poiso. Assim veio
Benfica, que, em 12 de setembro de 1908, celebrou com sigla
nascida em Belém uma união para a vida. Era
o nome do pai. Lisboa e Benfica nunca
mais se separaram e a história dessa união foi sendo escrita até
aos dias de hoje como um diário, com o
futuro em aberto.
Área 15. No Caminho do Tempo
Área temática que apresenta, através de múltiplos suportes,
diversos
acontecimentos que marcaram a história do Clube, de Lisboa,
do país e do mundo.
Que Lisboa havia em 1910, quando o já popular "Glorioso"
festejou o título regional de futebol
pela primeira vez? Como era o Portugal de 1936, do primeiro
Benfica campeão nacional? Que Europa
acordou, em 1961, no mesmo dia em
que José Águas mostrou ao mundo o sorriso mais belo da história
do Clube? Dia após dia, ano após ano, o
Benfica, Lisboa, Portugal e o mundo no caminho do tempo. Hora de
reviver os factos e as figuras de
sempre. Uma incursão pela história
num cenário nunca antes imaginado. Uma experiência inesquecível
de emoção e conhecimento!
Área 16. Outros Voos – Associativismo e cultura
Nesta área temática, dedicada ao associativismo e à relação do
Clube com o
universo cultural, o visitante é convidado a explorar os
diversos compartimentos do expositor de
forma a aceder aos conteúdos.
Da arte à literatura, da tauromaquia ao cinema, da música à
filatelia: não há universo cultural
onde o Benfica não caiba. Um clube que lançava em 1913 o seu
próprio jornal, pioneiro no género,
prometia já outros voos. O tempo
encarregou-se de dar asas a novos sonhos: a primeira Sala das
Taças, em 1934; o Sport Lisboa e Saudade,
em 1943; o Orfeão, em 1957; e muitos outros, culminando num
canal de televisão que leva, hoje, a
atualidade benfiquista aos quatro
cantos do mundo. Este é o espaço para conhecer uma outra
"Águia": a da palavra, a dos sons, a das
imagens. A de outros voos.
Área 17. Chão Sagrado – Território e património
Espaço onde o visitante pode ficar a conhecer as diversas
instalações por
onde o Clube passou, ao longo da sua história, e contemplar
objetos representativos desses espaços e
de acontecimentos com eles relacionados.
É impossível separar da memória da cidade de Lisboa a memória de
um clube que nela inculcou o
seu território e o seu património ao longo de mais de cem anos.
Até estabelecer em definitivo na zona de
Benfica o seu reduto, houve
uma história de saltimbancos que levou o Clube a calcorrear
diversas zonas da capital durante meio
século. Também as sedes e outros espaços de serviços e recreação
percorreram zonas distintas. Depois de
Belém, onde o Clube nasceu e disputou
os primeiros jogos, vieram Benfica, a Baixa, Sete Rios,
Amoreiras, Campo Grande e, novamente, Benfica.
Chão Sagrado abarca todo esse roteiro.
Área 18. "E Pluribus Unum" – Cosme Damião
Espaço dedicado, por excelência, a Cosme Damião, mas também a
Manuel Gourlade
e Félix Bermudes, figuras de grande relevância nos primeiros
tempos do Clube.
Jogador, capitão, treinador, dirigente: Cosme Damião foi tudo no
Benfica! Verdadeiro sportsman
do início do século XX, foi a alma de um Clube que nasceu pobre
e cresceu à custa do sacrifício de
muitos homens para quem o sonho
comandava a vida. Foi esse sonho que uniu nomes como o seu, o de
Félix Bermudes e o de Manuel Gourlade,
entre outros, em torno da ideia de fazer do Benfica o maior
clube português. Uma homenagem ao homem e ao
desportista que melhor personifica
o ideal "encarnado", sem esquecer os que, com ele, ergueram essa
bandeira.
Área 19. Águias-mundi – Futebolistas estrangeiros
Até 1979, apenas jogadores portugueses integraram os plantéis
do Benfica. No
entanto, desde então, m
uitos foram os jogadores estrangeiros que serviram o Clube.
Nesta zona o visitante poderá ficar a
conhecê-los.
Até 1979, jamais se poderia imaginar este espaço no Museu do
Benfica. Até então, ter a águia ao
peito era um exclusivo de jogadores portugueses. Tudo mudou com
um brasileiro chamado Jorge Gomes que,
nesse ano das Bodas de Diamante,
envergou o "manto". Depois dele, vieram suecos, dinamarqueses e
outros atletas de vários países que
perfazem hoje um total de cerca de quarenta nacionalidades.
Muitos deles ajudaram a escrever algumas das
páginas mais brilhantes da nossa
história e conquistaram a eternidade no coração dos
benfiquistas. Um tributo às "Águias" de todo o
mundo!
Área 20. Águias-mores – Capitães, goleadores, internacionais
Espaço dedicado aos jogadores que, ao serviço do Clube, se
destacaram como
goleadores, capitães e internacionais pelos seus países de
origem.
Envergar a braçadeira, ser rei dos golos ou representar a
Seleção Nacional são honras maiores
que preenchem os sonhos de qualquer futebolista. Os capitães
Mário Coluna, Humberto Coelho e António
Veloso; os goleadores Eusébio, José
Águas e Nené; os internacionais Rui Costa, Simão Sabrosa e João
Pinto: todos senhores de um destino
maior! Líderes máximos em cada uma das categorias. De que forma
se constituíram, no seio dos adeptos,
referências únicas? As estórias,
os números, as imagens e um conjunto de objetos ímpares que
documentam a vida e a carreira dos
Águias-mores.
Área 21. O Meu Onze – A equipa de sempre
Nesta zona, através de uma plataforma interativa, o visitante
é convidado a
criar a sua equipa ideal, dentro do leque total de jogadores
que já serviram o Clube.
Que Benfica teríamos com Vítor Silva, Eusébio e Chalana no mesmo
onze? Que figura faríamos com
nomes famosos no meio de outros menos sonantes, mas que povoam o
imaginário mais burlesco dos
benfiquistas: o Mendes "Pé Canhão", o
Barros "Barbudo", o "Folha das Cambalhotas"... Em O Meu Onze,
todos jogam! No "plantel intemporal"
aguardam por nós os nossos ídolos. A convocatória está na nossa
mão. E a nossa escolha produz efeito
automático num ranking de onde deriva
o "onze de sempre". Feito a pensar no treinador que existe em
cada um de nós...
Área 22. DE Águia ao Peito – Álbum de jogadores
Aqui, através de uma enciclopédia digital, o visitante poderá
conhecer todos
os futebolistas que representaram o Clube.
Desde o dia em que se fundou o Clube e desde o primeiro treino,
que teve a participação de dez
jogadores, vestiram a camisola da equipa principal mais de mil
futebolistas! Encabeçados por Nené, o
mais passeado de águia ao peito,
juntam-se num mesmo "livro" todos os atletas que representaram o
Benfica. As épocas em que jogaram, os
encontros que fizeram, os golos que marcaram. Dos mais célebres
aos mais desconhecidos. Um tributo a
todos os que contribuíram para
fazer do "Glorioso" um símbolo de força, crença e união. À
imagem da sua divisa!
Área 23. Inesquecíveis – As estrelas de futebol benfiquista
Através de um mecanismo rotativo, o visitante pode ficar a
conhecer os
grandes jogadores do Clube.
Este é o lugar para conviver com os grandes craques de sempre do
futebol benfiquista: o Vítor
Silva dos anos 30, o Rogério dos anos 40, o Águas dos anos 50 e
muitos outros que fizeram a história de
um "Passeio da Fama" inigualável!
São heróis que não pertencem só ao Benfica. São lendas do
futebol português, que, no seu tempo,
deixaram, aquém e além-fronteiras, um rasto de magia inapagável.
Uma jornada imperdível pelo mundo das
"estrelas" e o seu esplendor. Uma homenagem
aos poetas da bola.
Área 24. O ""a Negra" e Outras Lendas – Eusébio
Esta área temática é dedicada a Eusébio, o ""a Negra", e
a outras lendas
do futebol que marcaram a história do Clube. Para além de
objetos, o visitante pode ver e ouvir
Eusébio e outras figuras do desporto-rei, através de um
holograma.
"Na era de Eusébio, Eusébio é que era!" – assim descreveu o
histórico jornalista Carlos Pinhão
o impacto do "Rei" no futebol do seu tempo. Mágico, mítico,
sensacional! Um atleta que deu ao Benfica e
ao desporto português uma notabilidade
irrepetível. Num espaço que lhe é especialmente dedicado, o
genial ""a Negra" e outras lendas
levantam o véu da memória. O espetador nunca esteve tão perto.
Um cara a cara com o melhor jogador
português de todos os tempos e outros
rostos que inscreveram os seus nomes no livro de ouro do futebol
mundial.
Área 25. Mestres da Bola – Os treinadores
Até hoje, pelo futebol benfiquista já passaram 51 treinadores:
25 portugueses
e 26 estrangeiros. São essas figuras que preenchem esta área
temática.
Quando chegou ao Benfica, em 1979, para reocupar o cargo de
mister, o categorizado Mário Wilson
proferiu uma frase que ficou célebre: "Um treinador no Benfica
arrisca-se a ser campeão". Desde o
pioneiro Manuel Gourlade, passaram
pelo Clube, ao longo do tempo, várias dezenas de técnicos, tendo
grande parte cumprido a sina
identificada pelo "Grande Capitão". Dos Campeonatos de Lisboa
ganhos por Cosme Damião, passando pelos
Europeus de Béla Guttmann, aos Nacionais
de Jimmy Hagan, o património benfiquista muito deve aos "mestres
da bola" que, durante mais de um
século, teimosamente se arriscaram a vencer!
Área 26. Benfica Universal – Digressões e popularidade
Área dedicada à expansão do nome do Clube pelo mundo,
representada pelo
número de sócios, por imagens das Casas e Filiais do
Benfica, pelos locais onde o futebol
benfiquista passou e por objetos provenientes dos cinco
continentes. É também representada a sua
popularidade, através de três majestosos troféus atribuídos
ao Clube por votação pública.
Depois da primeira saída ao estrangeiro (Corunha, Espanha) em
1912, o Benfica nunca mais parou.
Foi o início de uma epopeia pelo mundo, com passagens por
dezenas de países e todos os continentes,
sempre em nome de Portugal. Documenta
essa epopeia uma coleção de memórias ímpares que retrata um
clube cativante, um clube que foi
granjeando, através dos seus feitos e da paixão e força
congregadoras da sua massa adepta, um carisma
único. Campeão crónico da popularidade,
vê honrado esse título em várias frentes. Exemplares nesse
contexto, as monumentais taças Ramos Pinto,
Simpatia e Época exibem-se aqui.
Área 27. Honras Maiores – Distinções honoríficas
Neste espaço, estão expostos os símbolos do reconhecimento
público do Clube:
12 distinções honoríficas atribuídas pelo seu empenho na
valorização e expansão do desporto, pelos
serviços prestados em atos de benemerência e solidariedade e
pela sua ação como embaixador de
Portugal.
Desde o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo, atribuído
em 1932 e que distinguiu os
altos serviços prestados pelo Clube ao desporto português, o
Benfica foi agraciado uma dezena de vezes
com distinções honoríficas. O
seu empenho na valorização e expansão da cultura física, a sua
obra educativa, o contributo para o
estreitamento das relações entre os povos, os serviços prestados
em atos de benemerência e de
solidariedade, os feitos que honraram o país
no estrangeiro e o contributo geral prestado à causa do desporto
foram, ao longo de décadas, motivo de
reconhecimento público. Para admirar, conhecer e sentir orgulho.
Área 28. Homens do Leme – Os presidentes
Pela Direção do Clube, ao longo da sua história centenária,
passaram 34
presidentes. Esta área é-lhes dedicada.
A condução dos destinos do Benfica é, desde sempre, acompanhada
com especial atenção na
sociedade portuguesa. As eleições para a presidência do Clube
mexem com o país, tornando-se facilmente
acontecimentos nacionais, tal como
muito facilmente se tornam figuras nacionais os seus
presidentes. Foi sempre motivo de orgulho de todos
os benfiquistas o Clube ser dirigido pelos seus sócios (a partir
de 1964, dez anos antes de a democracia
ter regressado a Portugal,
as eleições com mais de uma lista passaram a ser habituais no
Benfica). Toda a memória dos que guiaram
ao futuro o "barco encarnado".
Área 29. O Voo da Águia – Um século em 1000 segundos
Num anfiteatro inserido no interior da cúpula que remata o
museu, com
capacidade para 86 pessoas, o visitante pode assistir a uma
viagem de 1000 segundos pelos mais de
cem anos da história do Sport Lisboa e Benfica.
Nenhuma palavra, nenhuma imagem. Nada poderá expressar algum dia
com inteira
clareza a jornada de um sonho que floresceu em Belém a partir do
nada. De um sonho que foi gota, depois
rio e é, hoje, um mar interminável de paixão. De um sonho
crescido que banha todo o Planeta. O céu sabe
disso. É teto da águia que o percorreu no passado e o atravessa
no presente em direção ao futuro. Esse
céu é aqui. Onde as palavras e as imagens esboçam a águia que
levantou voo há mais de um século. No
mesmo local de onde partiram para o mundo as naus quinhentistas.
Área de lazer: Espaço de leitura
Este espaço evoca a biblioteca da antiga Secção Cultural do Benfica. É um espaço de memória, onde grandes clássicos convivem com obras desportivas de referência.
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